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Como nossas avós conseguiam completar 50 anos de casadas?

Hoje em dia, o casamento não é uma regra inviolável, os casais podem simplesmente morar juntos. Apesar disso, continua sendo parte dos objetivos e sonhos de muitas pessoas. O desejo de casar não mudou, mas o casamento mudou, e muito. As pessoas se perguntam por que existem tantos divórcios hoje em dia. Como nossas avós conseguiam completar 50 anos de casadas?

Antigamente, homens e mulheres tinham funções bem definidas na sociedade e na família. O marido trabalhava e sustentava a casa, a esposa cuidava dos filhos. Os papéis do casal transformaram-se desde que a mulher conquistou sua independência econômica e sexual, graças ao trabalho fora de casa e à pílula anticoncepcional. As mulheres adquiriram voz ativa dentro do casamento e liberdade para não aceitar a submissão ao marido. Homens, filhos e mulheres tiveram que aprender a se organizar em uma nova realidade.

Essa nova relação marido-esposa pode ser um ponto de discórdia dentro do casamento. As mulheres reclamam da dupla jornada de trabalho e clamam por mais ajuda em casa por parte dos esposos. Hoje em dia, os homens devem dividir a criação das crianças, podem botar uma roupinha na máquina de lavar e alguns até cozinham. Mas, a verdade é que, ser esposa implica inevitavelmente em certas tarefas que só cabem a ela e a ninguém mais, como dar ordens à empregada, costurar o botão da camisa do marido etc. Assim como cabe ao marido trocar um chuveiro, furar uma parede etc. São coisas bobas do dia a dia, mas que são parte da responsabilidade de dividir uma casa e uma vida, e devem ser aceitas como tal.

O casamento também está banalizado. Quantos não casam pensando "se não der certo, é só separar". Tão diferente da mentalidade de nossos avós, que se comprometiam tendo em mente que seria pela vida toda. A possibilidade do divórcio parece fazer com que as pessoas reflitam menos sobre as implicações da vida a dois. Os parceiros terão que aprender a tomar decisões juntos, a abrir mão de algumas opções individuais e a entender que não terão a mesma independência que tinham quando solteiros.

Atualmente, a mídia também tem um grande papel na mudança de comportamento em relação aos relacionamentos: novelas, revistas, filmes e programas ditam o bom e o ruim, o certo e o errado e, principalmente, direcionam nossos sonhos de consumo e nossas expectativas na vida. Nossas mentes estão cheias de grandes romances hollywoodianos e amores impossíveis de novelas, cenas ultra-românticas que desejamos viver em nossas próprias vidas.

Acabamos por buscar a paixão do cinema e ficamos insatisfeitos com nossa vida amorosa, deixando de enxergar gestos românticos de nossos próprios esposos. Alguns se casam com expectativas deturpadas, esperando um romance perfeito eterno, esquecendo que não é uma tarefa fácil conviver com outra pessoa. Os amores de filmes e novelas terminam com um "viveram felizes para sempre" e tudo parece fácil, mas o casamento deve ser construído a cada dia, todo o dia.

O casal deve acima de tudo se respeitar, pois sem isso, nem o amor resiste. Os esposos devem manter o diálogo, conversar sobre o que os está incomodando dentro do relacionamento, pois um parceiro não é obrigado a adivinhar o que se passa pela cabeça do outro. Busque situações para conversar e compartilhar: enquanto jantam, dentro do carro a caminho de algum lugar, etc. Não deixe magoas e ressentimentos se acumularem e coisas bobas virarem um grande problema. Aprenda também a ouvir se você quer ser ouvida.

Existem muitas formas de demonstrar seu carinho além de dizer "eu te amo". Um bilhetinho de amor dentro da pasta de trabalho dele, um doce favorito feito especialmente para o seu amor, uma lingerie nova, etc. São pequenos agrados que adoçam a tão temida rotina. O seu cônjuge vai sentir-se motivado a fazer o mesmo. O romance não brota simplesmente do nada, depende da nossa vontade e imaginação.


 









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